Teatro

Estória, ritual, cerimónia, espectáculo… Trágico, cómico, épico, dramático… Com actores, sombras, marionetas… No palco, na rua, na prisão… O Teatro pode configurar-se de várias formas, seguir estilos e tradições diversas, versar sobre diferentes temas. Qualquer que seja o caminho escolhido, nunca se demite de ser Arte da Vida: uma janela onde se pára, escuta e olha a existência do Humano, não para reproduzi-la sem qualquer distanciamento nem para nos entreter com simulações artificiais que entorpecem a consciência e os sentidos. O Teatro é um jogo [sério e prazeroso!] onde a realidade é suspensa, intensificada e amplificada, a fim de pensarmos e sentirmos criticamente o seu peso, as suas complexidades e emaranhados, os seus conflitos e problemáticas, as suas confusões e contradições, os seus consensos e hegemonias… E não fica por aí! O Teatro é um espaço-tempo onde se exercita o raciocínio e a sensibilidade, onde se enriquece a comunicação e o imaginário, onde se desenvolve uma atitude estética perante a vida. O Teatro é uma margem onde é possível procurar o que ainda não se sabe, o que ainda não sabemos que somos. O Teatro é o lugar onde se vê diálogo entre o mesmo e o diferente. É uma praça onde convergem actores, poetas, músicos, bailarinos, pintores, escultores, arquitectos, iluminadores, fotógrafos, cientistas… É uma terra de todos para o ensaio e a invenção de uma nova afectividade e inteligência Humana.

Comments are closed