SONDA: memori-futur nas Ruínas Romanas de Milreu


SONDA: memori-futur
26 de Maio | 21h00 | Entrada Livre | Ruínas Romanas de Milreu – Estói

O projecto memori-futur parte de uma premissa, de uma interrogação: Pessoas – o Mundo – Que Futuro? trazendo para esta intervenção, a actualidade dos acontecimentos sob a forma de entrevistas a pessoas que espelham as suas preocupações, as suas previsões e intuições sobre o que poderá ser o futuro da Humanidade numa espécie de memória antecipada a partir do ponto em que nos encontramos – no fundo, um prognóstico sensorial.
Continuamos num formato instalação/performance multidisciplinar e audiovisual, mas agora com um consequente upgrade e aprofundamento dos sítios/temas por onde a Sonda se pode expandir.
Como se procedeu à pesquisa para este projecto? Tudo começou com uma roadtrip pelo interior do Algarve – de Aljezur a Alcoutim, onde se recolheram testemunhos sobre a questão indicada, em entrevistas vídeo-gravadas a pessoas de vários extractos sociais e idades, com diferentes contextos culturais. A edição deste material audiovisual deu origem a uma colecção-video de caras e pensamentos algarvios sobre questões grandes da humanidade e resultou num documentário acidental, cujos excertos e partes selecionadas vão ser apresentadas neste espetáculo, no dia 26 de Maio.
Quem melhor para responder à pergunta Património – Que Futuro? que o património vivo – as pessoas? O que é o Património senão a passagem por este mundo daquilo a que chamamos Humanidade, com os seus jeitos, a sua história, os seus modos e as suas preocupações? Olhando para o que fica e o que temos podemos compreender e projectar os nossos próximos movimentos colectivos e as consequências das nossas escolhas e acções. Ao falar com as pessoas e ouvir as suas respostas, os seus sentimentos e visões, tudo o que antes da acção condiciona o nosso comportamento e os vestígios que ficarão, no futuro, à nossa passagem, compreendemos melhor a importância do nosso património.
Não se pode falar de futuro, sem se falar de memória – por isso o nome deste projecto: memori-futur – paradoxal tal como os tempos que vivemos.
O que iremos encontrar será transformado num objecto de fruição artística e intelectual que não deixando o questionamento para segundo plano, o complementa com o enquadramento inovador da experimentação artística. A música, as projecções de larga escala e todo o ambiente especial das ruínas de Milreu se conjugam para uma viagem única, em que as fronteiras do espaço e do tempo se diluem, para falar do que é intemporal – a existência.

Património – que futuro? – é a pergunta-chave que não se remete somente ao nosso património histórico e arquitectónico mas também ao imaterial, ao natural e ambiental, às pessoas, comportamentos, tradições, oralidade e – produção de pensamento e conhecimento. Acreditamos que ao longo de todos os tempos e História, as mesmas preocupações acompanharam a existência da Humanidade, o medo do futuro ou/e até um certo entusiasmo e expectativa. Seria interessante fazer uma viagem no tempo e perguntar aos nossos antepassados o que seria o ano de 2018 por exemplo, a partir da sua perspectiva, como estariam certos templos e como se comportariam as pessoas face ao meio envolvente. Não podendo fazer isso, podemos fazer essa viagem agora e começar uma recolha no presente do que se nos avizinha nos tempos vindouros. Quem responde a essa questão não é a SONDA, mas todos nós, mais especificamente os habitantes do Algarve em 2018.

SONDA – No projecto ​SONDA​, Pedro Glória explora principalmente sonoridades electro-acústicas. Boa parte do seu trabalho experimental baseia-se na pesquisa quase laboratorial do som enquanto elemento físico, buscando os efeitos acústicos nos espaços, nos objectos, nas pessoas… no meio. Sons que originalmente não são exactamente música, mas que se transformam e se tornam algo organizado e orgânico, alcançando eventualmente o estatuto de peça musical contemporânea. Os equipamentos utilizados são: geradores de frequências, ​loop station, sintetizador-teclado vintage, computador, gravador digital, telemóvel e tablet – novas tecnologias ao serviço da criação artística e num diálogo inovador com o património histórico.

Rizoma Lab – Associação Cultural – Associação cultural sem fins lucrativos. Foi fundada em Fevereiro de 2015 na cidade de Lagos (Algarve – Portugal) com o objectivo fundamental de realizar projectos culturais e científicos numa perspectiva intercultural e transdisciplinar. Assim como na natureza, também RIZOMA LAB cresce de forma horizontal, reunindo numa mesma plataforma diferentes especialistas e profissionais que vêm trabalhando e cruzando áreas como Cultura, Ciência, Arte, Património, Arquitectura, Gastronomia, Comunicação, Sociedade, Educação, entre outras. O Algarve é a região privilegiada pelas intervenções da RIZOMA LAB, mas sua acção pode estender-se também para outras regiões portuguesas e estrangeiras.

Informações e seguir actualizações do projecto:
sondapage
rizomalab.pt

Downloads Imprensa:
goo.gl/H6P3sD

Direcção Artística: Pedro Glória |Produção e Comunicação: Luísa Baptista – contacto 966803707 | Fotografia: Hernâni Duarte Maria| Design gráfico: Teresa Sousa | Recolha e edição vídeo: Pedro Glória | Apoio Técnico: Tião Costa

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